
A Liturgia da Palavra da missa é constituída a) pelo anúncio da Palavra (organização das leituras, incluindo o Salmo), b) sua atualização na homilia e c) a resposta à Palavra no Creio e na Oração dos fiéis
Fonte: cnbb.org.br com modificações
As leituras
A parte principal da Liturgia da Palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
As leituras podem ser introduzidas com breves palavras, aptas a prender a atenção dos ouvintes e a facilitar a compreender o texto. Nunca se substitui a proclamação da Palavra de Deus por qualquer outra leitura.
Para os domingos e solenidades estão marcadas três leituras, isto é, do Profeta, do Apóstolo e do Evangelho, que levam o povo fiel a compreender a continuidade da obra da salvação, segundo a admirável pedagogia divina. Portanto, é muito desejável que estas três leituras sejam realmente feitas; contudo, por motivos de ordem pastoral e decisão da Conferência Episcopal, pode-se permitir em algumas regiões o uso de apenas duas leituras.
De fato, a CNBB, na XI Assembléia Geral em 1970 decidiu que, por motivos pastorais, possam ser feitas duas leituras apenas na celebração, mantendo-se sempre o texto do Evangelho. Para a escolha eventual entre as duas primeiras leituras atente-se para o maior fruto dos fiéis. “Jamais se escolha um texto unicamente por ser mais breve ou mais fácil”.
A proclamação do Evangelho deve aparecer como ponto alto da Liturgia da Palavra. A tradição romana sempre valorizou com ritos expressivos tanto o Livro dos Evangelhos quanto a sua proclamação: Procissão do livro e canto de aclamação, persignação, incensação, leitura ou canto solene, beijo do livro, aclamações antes e depois da leitura.
Não deve faltar, onde for possível, antes da proclamação do Evangelho um verdadeiro canto de aclamação e “após o Evangelho, a aclamação do povo segundo o costume da região”, oportunamente cantada e acompanhada de gestos, cantos, vivas etc.
Salmo responsorial
Entre as leituras cante-se um salmo que favorece a meditação da palavra escutada. Este salmo responsorial, Palavra de Deus, é parte integrante da Liturgia da Palavra e seu texto acha-se diretamente ligado à respectiva leitura. Onde não for oportuno proferir o salmo do dia, sobretudo se cantado, pode-se recorrer a outro salmo adequado. Podem-se cantar refrões de caráter popular apropriados em lugar do refrão do salmo. Deve-se dar sempre preferência à escolha de um salmo em lugar de outro canto de meditação, pois importa superar aos poucos o costume de se cantar neste momento outro canto religioso que não seja salmo. A missa é para muitos cristãos leigos o principal lugar, senão o único, onde podem descobrir a riqueza inesgotável dos salmos.
Homilia
Diferente do sermão ou de outras formas de pregação, a homilia (que significa conversa familiar) é parte integrante da Liturgia da Palavra e, como tal, fica reservada ao sacerdote ou ao diácono. É desejável que haja homilia também nas celebrações em dia de semana.
É função da homilia atualizar a Palavra de Deus, fazendo a ligação da Palavra escutada nas leituras com a vida e a celebração. A homilia procura despertar as atitudes de ação de graças, de sacrifício, de conversão e de compromisso, que encontram sua densidade sacramental máxima na Liturgia eucarística.
O Símbolo ou Profissão de fé
O Símbolo ou Profissão de fé, na missa, tem por objetivo levar o povo a dar o seu assentimento e resposta à Palavra de Deus ouvida nas leituras e na homilia, bem como recordar-lhe a regra da fé antes de iniciar a celebração da Eucaristia.
Além do Símbolo niceno-constantinopolitano, que pode ser usado mais freqüentemente, é muito útil para as celebrações com o povo o Símbolo dos apóstolos na sua forma direta ou, em casos especiais, na forma dialogada, como ocorre no rito do Batismo, no dia da Crisma e na Vigília Pascal. Eventualmente refrões cantados e adequados podem integrar sua recitação. É um abuso, contudo, substituir o Creio por formulações que não expressam a fé como é professada nos símbolos mencionados.
Oração universal ou dos fiéis
A Oração dos fiéis ou Oração universal, de modo geral, é, nas comunidades, um momento bom, variado e de bastante participação, “onde o povo, exercendo a sua função sacerdotal, reza por toda a humanidade”.
Na formulação das intenções, sem negligenciar a abertura para os grandes problemas e acontecimentos da Igreja universal, pode-se dar espaço para as necessidades mais sentidas pela comunidade; estimulando a formulação de preces diretamente pelo povo, especialmente, em grupos menores. É importante que os fiéis tenham consciência do sentido comunitário da oração, evitando-se intenções de caráter meramente pessoal ou em número tão elevado que prejudique o ritmo da celebração.
Ao sacerdote cabe introduzir e concluir a Oração dos fiéis.
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